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Sá, Fernando Augusto Cunha Abuso do direito.- Outubro 2005.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Ldª / Almedina.- 650p 23cm. - (2.ª reimpressão da edição de 1973) ISBN 972-40-0979-3 (Broch.) : €30,00 Direito Civil PARTE I - O pensar do problema perante o nosso ordenamento jurídico privado §1.º - Breve introdução à problemática do abuso do direito 1. Pressupostos e implicações da exegese do abuso do direito 2. Bibliografia 3. Plano de exposição §2.º - A repressão do acto abusivo como dado constante do direito comparado 4. Origens e contexto histórico-sociais da teoria do abuso do direito 5. O abuso do direito no direito françes 6. O abuso do direito no direito italiano 7. O abuso do direito no direito alemão 8. O abuso do direito no direito suiço 9. O abuso do direito no direito soviético 10. O abuso do direito no direito helénico 11. O abuso do direito no direito espanhol 12. O abuso do direito no direito argentino 13. O abuso do direito nos recentes projectos de Código Civil holandês e anteprojecto de Código Civil brasileiro de 1927 §3.º - A procura do abuso do direito no Codigo Civil 14. Razão e plano de trabalho 15. A noção de abuso do direito. O artigo 334.º do Código Civil 16. O anteprojecto de Vaz Serra 17. As revisões ministeriais, o projecto de Código Civil e a apresentação oficial do novo Código 18. Possíveis aplicações ou reflexos da ideia impressiva de abuso do direito no Código Civil. Critério adoptado 19. Direitos de personalidade 20. Conselhos, recomendações ou informações 21. Fixação do domicílio legal da mulher casada 22. Invocação da anulabilidade de acto praticado por menor 23. Inabilitação por prodigalidade, alcolismo e tocicomania 24. Boa fé 25 Bons costumes 26. Fim social ou económico do direito 27. Disposições legais expressamente referidas ao abuso do direito §4.º - O dado jurisprudencial português sobre o abuso do direito 28. O papel da jurisprudência na institucionalização da figura do abuso do direito 29. Requisitos do acto abusivo 30. Direito das obrigações 31. Direito de propriedade 32. Direito de acção 33. Abuso de liberdade de imprensa 34. Síntese PARTE II - A construção científica do abuso do direito §5.º - A diversidade de posições teóricas sobre a problemática do acto abusivo 35. Indicação sumária das correntes negativistas e afirmativas da admissibilidade do abuso do direito; i iter recíproco da doutrina, da jurisprudência e da lei §6.º - A impossibilidade da teoria do abuso do direito como resultado da negação do conceito de direito subjectivo 36. A tese de Léon Duguit 37. Crítica §7.º - O abuso do direito como dado de facto ou fenómeno sociológico: o carácter metajurídico ou não cientícico da teoria do abuso do direito 38. A tese de Rotondi 39. Crítica $ 8.º - A negação da autonomia científica do abuso do direito como consequência da absolutidade do conceito de direito subjectivo e da assimilação plena do antijurídico ao ilícito 40. A argumentação de Planiol 41. Crítica §9.º - A negação da autonomia científica do abuso do direito como consequência da tradução do abuso do direito num mero problema de interpretação da norma jurídica 42. Doutrinas que vêem no abuso do direito um princípio geral de interpretação das normas jurídicas 43. Crítica §10.º - O abuso do direito como a anormalidade do dano resultante do exercício do direito 44. Formulação de Charmont, Bonnecase, Lalou, Carbonnier e Savatier 45. Crítica $11.º - O abuso do direito como correctivo de moralidade que a legalidade postula ou como a carência de legitimidade ética para o exercício do direito 46. A formulação de Ripert 47. Crítica 48. A formulação de Dabin 49. Critica 50. Apreciação global da tese que reduz o acto abusivo ao comportamento animado pelo espírito de prejudicar §12.º - O abuso do direito como contrariedade ou elemento valorativo do direito subjectivo: a) O abuso do direito como exercício em contraditoriedade ao espirito do direito subjectivo ou ao fim socialmente relevante de que tal direito é instrumento 51. Formulações de Porcherot e Gény 52. A tese de Josserand 53. Crítica §13.º - O abuso do direito como contraditoriedade ao elemento valorativo do direito subjectivo (continuação): b) O abuso do direito como exercício em contraditoriedade ao interesse ou à situação depoder ou domínio de que o direito subjectivo é a expressão jurídica 54. A construção causalista (Rüdy e Müller-Erzbach) 55. Crítica §14.º - O abuso do direito como contraditoriedade ao elemento valorativo do direito subjectivo (conclusão): c) O abuso do direito como exercício em contraditoriedade à natureza teleológica e materialmente fundada do direito subjectivo 56. Formulações de D'Amelio, Natoli, Salvatore Romano, Enneccerus-Nipperdey e Siebert 57. A tese de Giorgianni 58. A tese de Castanheira Neves 59. Critério adoptado $15.º - Abuso do direito como qualificação jurídica dogmaticamente autónoma da noção de ilicitude formal 60. Acto de exercício de um direito, falta de direito e abuso de direito 61. A classificação de actos danosos devida a Josserand: actos ilegais, actos ilícitos ou abusivos e actos excessivos 62. A classificação de Dabin: actos formalmente ilegais e actos abusivos 63. As categorias de antijuridicidade referidas por Giorgianni: actos formalmente ilegais ou ilícitos e actos abusivos 64. A concepção de Manuel de Andrade e de Vaz Serra: o acto abusivo é um caso de carência de Direito 65. A tese de Castanheira Neves: a ilicitude formal ou ilegalidade e a ilicitude material do abuso do direito 66. Síntese: abuso do direito e ilicitude; abuso e responsabilidade civil por factos ilícitos - a construção de Pessoa Jorge, sua apreciação; abuso do direito e responsabilidade civil pelo risco §16.º - Distinção do abuso do direito de realidades epistemológicas afins 67. Abuso do direito e colisão de direitos. Crítica da tese de Desserteaux 68. Abuso do direito e fraude à lei 69. Abuso do direito e desvio do poder §17.º - A delimitação do abuso do direito perante as diversas categorias de direitos subjectivos e outras prerrogativas jurídicas individuais 70. Colocação do problema 71. A exclusão dos chamados direitos absolutos, discricionários ou não causadas; posição da doutrina francesa quanto à classificação dos direitos em definidos e não definidos 72. A delimitação do acto abusivo perante as diversas prerrogativas individuais na doutrina italiana: direitos potestativos, poderes, liberdades e faculdades 73. Conclusão: a existência de um elemento axiológico-normativo na prerrogativa jurídica individual, relativamente ao qual o comportamento do sujeito deve referir-se, como critério delimitador da susceptibilidade do abuso do direito $18.º - A sanção do abuso do direito 74. A identidade das consequências sancionatórias do acto abusivo e do acto ilícito como questão preclusiva da autonomia dogmática do abuso do direito 75. Obrigação de indemnizar por acto abusivo 76. A variabilidade da sanção do acto abusivo |