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CORTE-REAL, Nuno, e outros Actividade física, prática desportiva, consumo de alimentos, de tabaco e de álcool dos adolescentes portugueses Revista Portuguesa de Saúde Pública, Lisboa, V.26,n.2(Jul.-Dez. 2008), p.17-25 ADOLESCENTE, SAÚDE, ALIMENTAÇÃO, ÁLCOOL, TABACO, DESPORTO Este estudo teve como principal objectivo analisar, em função do sexo e da idade, os seguintes comportamentos relacionados com a Saúde dos adolescentes portugueses: actividade física e prática desportiva - consumo de alimentos - consumo de tabaco - consumo de bebidas alcoólicas. Métodos: Participaram 8480 adolescentes portugueses com idades entre os 12 e os 20 anos que responderam ao «Inventário de comportamentos relacionados com a Saúde dos adolescentes» desenvolvido por Corte-Real, Balaguer e Fonseca (2004). Resultados: Três em cada dez adolescentes revelaram ter actividade física e prática desportiva regular, seis em cada dez tinham consumos regulares de alimentos saudáveis, três em cada dez tinham consumos reduzidos de alimentos não saudáveis, oito em cada dez não consumiam tabaco e seis em cada dez não consumiam bebidas alcoólicas. Os rapazes eram mais activos do que as raparigas, consumiam mais alimentos não saudáveis e bebidas alcóolicas. As raparigas consumiam mais alimentos saudáveis e não foram encontradas diferenças no consumo de tabaco. Os mais velhos apresentaram mais comportamentos de risco do que os mais novos. Conclusões: Confirmando-se neste estudo em adolescentes portugueses a elevada percentagem de jovens que apresenta comportamentos de risco para a Saúde e sendo também uma evidência que os comportamentos de risco aumentam muito com a idade, em ambos os sexos, é necessário aprofundar a intervenção sobre estas temáticas junto dos jovens. Por outro lado, observando-se uma grande variabilidade nos resultados dos diferentes estudos, por um lado devido às características da adolescência e, por outro lado, devido aos diferentes métodos de análise dos comportamentos, é importante dar continuidade ao estudo dos estilos de vida dos adolescentes, realizando estudos longitudinais, pois para intervir é preciso conhecer a realidade em cada contexto e a forma como os adolescentes, nas diferentes fases até serem adultos, se relacionam com a sua Saúde. |