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CHAMÓ, Liliana Enfoque ecosistemico de las drogadicciones / Liliana Chamó Toxicodependências, Lisboa, A.3,n.3 (Nov.1997), p.9-16 CONSUMO DE DROGA Partindo da noção de 'doenças de transição de risco' (como alterações do comportamento produzidas por problemas sociais), a autora considera a adição a drogas como emergente da crise da existência do homem, abrindo um espaço de interrogação e modificação do campo biológico, psicológico, jurídico e social. Atendendo a que o modelo médico, devido às suas características, não consegue dar resposta a estas problemáticas, contrapõe o modelo ecosistémico que se refere a organizações complexas de indivíduos, famílias, grupos e instituições, a etiologias multicausais bio-psico-sociais, a um trabalho em equipas transdisciplinares, tomando os conceitos de 'redes', 'complexidade', 'processo', 'interrelação', 'avaliação', 'flexibilidade', 'mudança' 'individuação' e 'diferenciação', como base dos instrumentos de diagnóstico e tratamento. Para este modelo, o sintoma encontra o seu sentido num sistema interrelacional, vendo a adição a drogas como um ecosistema composto por múltiplas redes em contínua interacção e interdependência. Define a intervenção como um processo terapêutico que terá como objectivo a recomposição dos territórios corporais, biológicos, psíquicos e sociais do paciente. Define ainda as estratégias sócio-sanitárias para atingir esses objectivos. O indivíduo é visto como protagonista do seu destino, como construtor de si mesmo. |