Biblioteca DGRSP


PP321
Analítico de Periódico



MENDES, Pedro
A resiliência do recluso no processo de adaptação à prisão / Pedro Mendes
Ousar Integrar - Revista de Reinserção Social e Prova, Lisboa, A. 4, nº.8 (janeiro 2011), p.39-51


PSICOLOGIA, PRISÃO, COMPORTAMENTO, RESILIÊNCIA, ADAPTAÇÃO À PRISÃO, ESTATISTICAS, PORTUGAL

Numa amostra de 70 reclusos condenados do sexo masculino, com uma média de idades de 29.5 anos (sd=6.6 anos) foi verificado o carácter clínico da população reclusa, comparado o tipo de adaptação ao meio prisional (Gonçalves, 2008, 1993) com as variáveis ambientais: Actividade, Suporte Emocional, Liberdade, Privacidade, Segurança, Estimulação Social, Estrutura e Suporte Institucional (Toch, 2006) e ainda comparado o nível de resiliência de recluso com o seu processo adaptativo à prisão. Os resultados obtidos através do uso do Inventário de Sintomas Psicopatológicos, do Prison Preference Inventory e da Connor-Davidson Resilience Scale, confirmaram o carácter clínico dos participantes, demonstraram existir diferenças quanto à Ideação Paranóide e ao Índice de Sintomas Positivos, revelaram a importância das variáveis ambientais para a população reclusa com diferenças relativamente à dimensão Liberdade e mostraram o alto nível de resiliência dos participantes, existindo diferenças inter-grupos.