Biblioteca DGRSP


P.215
Analítico de Periódico



SANTOS, Acácio, e outros
Co-morbilidade psicopatológica numa população toxicodependente do Alentejo
Toxicodependências, Lisboa, V.17,n.1(2011), p.33-41


TOXICODEPENDÊNCIA, TOXICODEPENDENTE

A co-morbilidade, ou diagnóstico duplo, é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a «coocorrência no mesmo indivíduo de uma disfunção por consumo de substâncias psicoactivas e uma outra perturbação psiquiátrica» (OMS, 1995). É cada vez mais generalizada a ideia, por parte dos psicólogos e outros profissionais que trabalham nas equipas de tratamento, da existência de problemáticas psicopatológicas não caracterizadas e que têm implicações no processo de tratamento dos toxicodependentes. Decorrente desta constatação e da necessidade sentida na prática clínica, o Núcleo de Apoio Técnico da Delegação Regional do Alentejo propôs a um grupo de trabalho constituído por psicólogos que estudasse a situação dos utentes do IDT (Instituto da Droga e da Toxicodependência www.idt.pt), no Alentejo, quanto à coexistência de indicadores de psicopatologia, com vista a uma melhor adequação e qualidade de intervenção das Equipas multidisciplinares de tratamento ambulatório da região. A amostra incluiu 226 pessoas de ambos os sexos, em tratamento ambulatório nas equipas de tratamento de Beja, Elvas, Évora, Litoral Alentejano e Portalegre. O objectivo geral da investigação foi o de avaliar a existência de co-morbilidade entre toxicodependência e psicopatologia no conjunto da amostra.