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CASTRO, J. A. Moura Autonomia - Desenvolvimento do conceito no contexto da orientação e mobilidade Revista de Educação Especial e Reabilitação, Lisboa, S.3,v.8,n.2(Jan.-Dez. 2001), p.41-47 AUTONOMIA, ORIENTAÇÃO, MOBILIDADE, DEFICIENTE VISUAL Através da experiência recolhida, no terreno, durante anos com pessoas portadoras de deficiência visual e de uma pesquisa bibliográfica, reflectimos sobre o conceito de autonomia e a Orientação e Mobilidade. Como muitos conceitos aprendidos, não se deve permitir que a autonomia seja adquirida de modo furtuito, nem deve assumir-se simplesmente como característica natural. No caso das crianças deficientes visuais, o desafio da aprendizagem, da autonomia, tem de ser realizado preferencialmente por profissionais de Orientação e Mobilidade (OM), tendo em conta os traços de personalidade, dinâmica familiar e os valores culturais que as rodeiam. Neste contexto, devemos destacar o papel dos especialistas de OM na aprendizagem da autonomia, dentro das complicadas relações entre a criança e o envolvimento. Assim, deve-se dedicar tempo para fomentar na criança o conceito de autonomia como alguma coisa aprendida. Em termos de síntese podemos dizer que a autonomia de pessoa deficiente visual depende fortemente do processo/aprendizagem de Orientação e Mobilidade que teve e de vários aspectos dos quais chamamos a atenção: - da própria pessoa segundo características e capacidades (idade, grau de deficiência, aceitação da cegueira, personalidade, condição física, necessidades do dia a dia): - dos familiares e colegas (encorajamento dos familiares: do tipo de relação com os colegas); - dos professores particularmente os de Orientação e Mobilidade (com a sua disponibilidade, relação e competência); - dos outros (com a sua aceitação, relação e partilha de oportunidades). |