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CASTRO, Paula Imagens da infância : crenças e valores das mães com filhos na escola primária / Paula Castro, Maria Benedicta Monteiro Sociologia, Lisboa, N.21 (1996), p.93-119 CRENÇAS PARENTAIS, VALORES, DESENVOLVIMENTO INFANTIL Este estudo teve como objectivo l) caracterizar as dimensões de representação do desenvolvimento e da educação das crianças, a partir das crenças e dos valores parentais neste domínio, e 2) identificar alguns dos factores responsáveis pela sua variação. 311 mães de crianças do 1º e 2º anos de escolaridade em três escolas públicas de Lisboa responderam a um questionário que integrava ideias específicas sobre o desenvolvimento e a educação (crenças), e inquiria sobre as características ideais para os filhos, quando na fase adulta (valores), e sobre a duração da infância e da adolescência (etapas da vida). A amostra de mães foi caracterizada em termos sócio-económicos, grau de experiência materna, sexo da criança e percepção comparativa dos filhos. Uma AF em Componentes Principais mostrou a saliência de cinco dimensões de significado das crenças: Tradição, Auto-Regulação, Inatismo, Controlo e 'Bom-selvagem'. A variação da intensidade destas crenças, bem como das crenças maternas sobre as etapas da vida foi, sobretudo notória na clivagem sócio-económica das respondentes. A AFC utilizada para a análise dos valores mostrou a sua organização semântica em torno de duas dimensões: 'conservação-mudança' e 'primazia a si/primazia a outro'.A variação na partilha destes valores decorreu, uma vez mais, apenas da inserção dos sujeitos em categorias sócio-económicas. Os resultados são discutidos à luz do modelo de Sigel et al. (1985; 1986; 1992) sobre as origens das crenças parentais. |