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PAMPLONA, Aurélio A perturbação de stress pós-traumático e as mulheres Revista de Psicologia Militar, Lisboa, N.11(1998), p.61-102 STRESS A perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) tem sido objecto da crescente atenção dos investigadores e estudiosos da doença mental, e de múltiplos trabalhos incluídos nos livros e revistas científicas, não só pela sua introdução no DSM-III (APA, 1980) como uma perturbação de ansiedade, mas por poder ser um exemplo promissor da capacidade dos acontecimentos externos para produzirem problemas psicológicos, que eventualmente se prolongarão ao longo da vida. Entretanto, o DSM-IV (APA, 1994, 1995) veio confirmar os trabalhos daqueles que defendiam que a PSPT não ocorre só em resultado das situações de Stress extremo, como seria o stress devido ao combate, mas decorrente de uma ampla variedade de acontecimentos traumáticos que cada um se pode confrontar, nomeadamente as catástrofes naturais, os acidentes e os crimes, na infância e na vida adulta. Neste trabalho apresentam-se alguns dados sobre a etiologia, desenvolvimento, diagnóstico, prevenção e tratamento desta perturbação, revelando-se aspectos mais controversos dos resultados das investigações, não só no meio militar como no meio civil, numa altura em que se verifica um aumento crescente de mulheres nos exércitos. O trabalho termina pela defesa da importância da obtenção de um melhor conhecimento de como a perturbação se desenvolve no homem e na mulher, como forma de prevenir o seu aparecimento e, de tratar os sobreviventes atingidos. |