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MARQUES, Ana Sofia Gestão de conflitos em instituições de saúde Hospitalidáde, Lisboa, A.68,n.264(Abr.-Set. 2004), p.6-12 INSTITUIÇÕES ESPECIALIZADAS, GESTÃO DE CONFLITOS, ESTUDO DE CASOS, INSTITUIÇÕES DE SAÚDE, RESOLUÇÃO DE CONFLITOS A presente investigação repota-se à questão da gestão de conflitos em instituições de saúde. Estas instituições pela especificidade apresentam dinâmicas de funciomento muito próprias, às quais os líderes por vezes não estão capacitados para dar resposta. Numa sociedade em plena transformação, é importante que as organizações tenham conhecimento dos conflitos existentes para assim estarem preparadas e lhes fazer frente e procurarem soluções para os seus problemas internos, visto esta solução ser reflectida no desempenho da organização, A metodologia utilizada foi um Estudo de Caso com recurso a entrevistas a diferentes líderes de Instituições de Saúde. A análise de conteúdo foi a técnica utilizada para o trtamento dos dados obtidos através das entrevistas. Os dados foram agrupados por tipo de conflito, tipo de decisão para resolução de conflito, qualidade da decisão, informação que o líder detinha, estratégias para resolução de conflito, partilha dos objectivos entre o líder e o grupo e modelo de resolução do conflito. A apresentação dos dados foi feita através de gráficos para permitir melhor visualização ddos resultados. Sintetizando, os resultados obtidos demonstram que os conflitos pessoais em instituições de saúde são significativos uma vez que existe a necessidade de trabalhar em equipas multidisciplinares. Por outro lado, os conflitos estruturais surgem pela falta de organização das instituições e pela deficiência na área de formação em gestão e liderança por parte das chefias. Constatou-se que nestas organizações, o tipo de decisão mais utilizado são as do tipo autocrático, ou seja, sem o envolvimento do grupo. A informação relativamente ao conflito torna-se um factor de sucesso ou insucesso da decisão a tomar, bem como, a partilha dos mesmos objectivos. Esta investigação, como estudo de caso, não permite a generalização dos resultados devido ao reduzido número da amostra. No entanto, considera-se que os resultados obtidos não se distanciam da realidade. |