Biblioteca DGRSP


PP321
Analítico de Periódico



LOINAZ, Ismael
Estudo de tipologias de agressores conjugais em prisões / Ismael Loinaz
Ousar Integrar - Revista de Reinserção Social e Prova, Lisboa, A. 4, n.9 (junho 2011), p.23-34


CRIMINOLOGIA, PSICOLOGIA, PERFIL CRIMINAL, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, AGRESSOR, DISTÚRBIO DA PERSONALIDADE, ESTATISTICAS, ESPANHA

As investigações mostram que os agressores conjugais constituem um grupo muito heterogéneo, pelo que as intervenções padronizadas podem revelar-se ineficazes. O objectivo deste estudo consiste em validar a primeira abordagem tipológica realizada com agressores numa amostra espanhola. Seguindo a metodologia internacional, foi aplicada um protocolo de avaliação que abrangia as seguintes variáveis: auto-estima, distorções cognitivas, distúrbios de personalidade, raiva, conflitos conjugais, impulsividade, vinculação, empatia e desejabilidade social. Cinquenta reclusos do Centro Penitenciario Brians-2 (Catalunha), condenados por um crime em que a vítima era a parceira ou ex-parceira, foram avaliados entre os meses de Abril e Outubro de 2009. A análise de clusters permitiu classificar a amostra em dois grupos: o grupo 1 (23 sujeitos) corresponderia ao sub-tipo normalizado: baixa psicopatologia, maior empatia e vinculação segura. O Grupo 2 (27 sujeitos) poderia ser etiquetado como anti-social ou patológico, apresentando psicopatologia superior, antecedentes criminais e impulsividade, menor empatia e vinculação insegura/hostil. Os resultados apontam para a necessidade de aplicação de programas de tratamento diferenciados que permitam gerir de forma mais produtiva os recursos disponíveis, tornar a intervenção mais eficaz (menor reincidência), antecipar o comportamento do grupo e desenhar acções concretas com vista à sua evolução favorável.