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VULTOS, Joaquim dos Abordagem imagiológica na toxicodependência Toxicodependências, Lisboa, V.9,n.2(2003), p.23-29 CONSUMO DE DROGA, INVESTIGAÇÃO, LESÕES CEREBRAIS, TOXICODEPENDENTE A investigação inscreve-se numa tendência actual para associar os consumos exagerados de substâncias psicoactivas à capacidade para provocar disfunções no funcionamento cerebral, ou eventualmente provocar lesões estruturais, característica que algumas substâncias de abuso parecem deter. Partimos de uma série de semelhanças, que julgamos existirem, entre um conjunto de patologias de natureza neurológica com um denominador comum, a incapacidade para tratar toda a informação disponível no sistema. É esta característica que nos leva a desenvolver o conceito de agnosia social e que poderá ser a razão última para provocar os grandes erros na gestão do quotidiano que caracteriza o funcionamento dos toxicodependentes. Finalmente, utilizamos a Ressonância Magnética (RMf) como instrumento capaz de demonstrar diferenças funcionais entre populações toxicodependentes e populações controle. Essas diferenças foram verificadas no funcionamento cerebral não só do ponto de vista da intensidade de activação, mas também, do ponto de vista da estrutura cerebral envolvida. |