Biblioteca DGRSP


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Analítico de Periódico



URBANO, Neide
Objecto transitivo na adolescência : companhia nas horas tristes?
Revista Portuguesa de Pedopsiquiiatria, Lisboa, Vol.I, nº.32(Jan.-Jun. 2012), p.59-68


PSICOLOGIA, DEPRESSÃO, ADOLESCÊNCIA, PORTUGAL

O termo objecto transitivo foi introduzido por Winnicott em 1953, que enfatizou a importância da ligação entre o objecto transitivo e a criança. Através desta ligação a criança relaciona-se simbolicamente com a mãe. O objecto transitivo surge entre os 4 e os 12 meses. A maioria dos estudos dos objectos transitivos é feita em crianças, no entanto, existem outros estudos que evidenciam o papel do objecto transitivo após a infância e que este fenómeno não é raro em adolescentes e mesmo nos adultos. Vários destes estudos correlacionam o uso do objecto transitivo e a depressão na adolescência. Apresenta-se dois casos clínicos de duas adolescentes onde se ilustra o uso prolongado do objecto transitivo na adolescência. A propósito das vinhetas clínicas far-se-á uma revisão bibliográfica dos estudos onde se aborda a prevalência do uso do objecto transitivo na adolescência. Aborda-se sucintamente a definição de objecto transitivo e a sua referência por diversos autores.