Acórdão do Tribunal Constitucional | |
| Nº Convencional: | ACTC00001287 |
| Acordão: | 87-432-1 |
| Processo: | 87-0268 |
| Relator: | RAUL MATEUS |
| Descritores: | DIREITO INTERNACIONAL CONVENCIONAL INCONSTITUCIONALIDADE ILEGALIDADE LEI UNIFORME DAS LETRAS E LIVRANÇAS TAXA DE JURO HIERARQUIA DAS LEIS RECLAMAÇÃO PROCESSO CONSTITUCIONAL FISCALIZAÇÃO CONCRETA DA CONSTITUCIONALIDADE COMPETENCIA DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL RELAÇÕES ENTRE DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO INTERNO |
| Nº do Documento: | TRC19871104874321 |
| Data do Acordão: | 11/04/1987 |
| Espécie: | RECLAMAÇÃO |
| Requerente: | MINISTERIO PUBLICO |
| Requerido: | TR LISBOA |
| Votação: | MAIORIA COM 1 VOT VENC |
| Privacidade: | 01 |
| Voto Vencido: | VITAL MOREIRA. |
| Constituição: | 1982 ART277 N1 ART280 N1 A ART280 N3 A ART280 N3 B. |
| Normas Suscitadas: | DL 262/83 DE 1983/06/16 ART4. |
| Legislação Nacional: | LTC82 ART70 N1 A C D ART76 ART77. PORT 581/83 DE 1983/05/18 N1. |
| Referências Internacionais: | CONV INT SDN GENEBRA 1930/06/07. LULL ART48 N2. |
| Jurisprudência Constitucional: | |
| Área Temática 1: | TEORIA DA NORMA CONSTITUCIONAL. DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO INTERNO. FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE. |
| Área Temática 2: | DIR COM. DIR INT PUBL - DIR TRAT. |
| Decisão: | Defere reclamação contra não admissão de recurso interposto de decisão que recusara a aplicação da norma do artigo 4 do Decreto-Lei n. 262/83, de 16 de Junho, por entender que o vicio relevante e o da inconstitucionalidade, cujo conhecimento cabe ao Tribunal Constitucional. |
| Sumário: | I - Cabe ao Tribunal Constitucional, em ultima instancia, qualificar o vicio que fundamentou a recusa da aplicação de uma norma pelo tribunal recorrido. II - No caso de coexistirem o vicio da inconstitucionalidade e da ilegalidade, ha que destrinçar do ponto de vista da Constituição qual deles e relevante, pois que, se o vicio predominante for o de inconstitucionalidade, tem o Tribunal Constitucional competencia para conhecer do recurso, o mesmo não sucedendo se, cabendo a prevalencia ao vicio de ilegalidade, não houver norma especial a atribuir-lhe competencia para o efeito. III - Em regra, a inconstitucionalidade, como vicio mais grave, consome a ilegalidade, vicio menos grave. IV - Tendo a decisão recorrida baseado a desaplicação da norma do artigo 4 do Decreto-Lei n. 262/83, de 16 de Junho, no pressuposto de que violava preceito de direito internacional convencional e o principio constitucional de primazia daquele direito, concorrem os dois aludidos vicios e nada justifica que não se aplique a regra que da prevalencia ao da inconstitucionalidade. V - Registando-se, assim, nesta hipotese, uma situação de inconstitucionalidade, devia o recurso ser admitido para o Tribunal Constitucional. |
| Texto Integral: |