Acórdão do Tribunal Constitucional | |
| Nº Convencional: | ACTC00004908 |
| Acordão: | 94-368-2 |
| Processo: | 93-0876 |
| Relator: | MESSIAS BENTO |
| Descritores: | PROCESSO CONSTITUCIONAL FISCALIZAÇÃO CONCRETA DA CONSTITUCIONALIDADE PRESSUPOSTO DE RECURSO INCONSTITUCIONALIDADE SUSCITADA NO PROCESSO |
| Nº do Documento: | TCB19940511943682 |
| Data do Acordão: | 05/11/1994 |
| Espécie: | CONCRETA B |
| Requerente: | PARTICULAR |
| Requerido: | TSUP MACAU |
| Votação: | MAIORIA COM 1 VOT VENC |
| Privacidade: | 01 |
| Voto Vencido: | SOUSA BRITO. |
| Normas Suscitadas: | L 4/91/M DE 1991/04/01 ART177 N1. |
| Jurisprudência Constitucional: | |
| Área Temática 1: | |
| Decisão: | Não conhece do recurso por a questão de constitucionalidade não ter sido suscitada durante o processo. |
| Sumário: | I - Para se poder recorrer ao abrigo da alinea b) do n. 1 do artigo 70 da Lei do Tribunal Constitucional, de uma decisão de um tribunal de recurso que tenha aplicado determinada norma juridica cuja inconstitucionalidade o recorrente haja suscitado perante o juiz de cuja decisão então recorreu, necessario e que ele tenha suscitado a constitucionalidade da norma em causa tambem perante esse tribunal de recurso, em termos de este saber que tinha de apreciar e decidir essa questão. E que, sendo o recurso da alinea a) do n. 1 do artigo 70 da Lei n.28/82, por sua natureza, facultativo, e tendo de esgotar-se, primeiro, os recursos ordinarios que no caso couberam, o Tribunal Constitucional so deve ser chamado a intervir se o interessado, ao recorrer dentro da respectiva ordem judiciaria da decisão do juiz perante quem suscitou a questão de inconstitucionalidade, não abandonou essa questão, e, antes, a recolocou perante a instancia de recursos em causa. II - O facto de o Tribunal Superior de Justiça de Macau se ter pronunciado expressamente sobre a questão de constitucionalidade da norma em causa, significa que decidiu tal questão e não que o recorrente tenha suscitado a questão de constitucionalidade durante o processo. III - A proibição constitucional de os tribunais aplicarem normas inconstitucionais significa que, se um tribunal entender, independentemente de alguma das partes ter suscitado uma questão de constitucionalidade, que determinada norma, cuja aplicação o julgamento do caso que tem que fazer convoca, e inconstitucional, não pode aplica-la. Não significa, porem, que tenha que pronunciar-se sobre a constitucionalidade de todas as normas que tem que aplicar no julgamento dos casos submetidos a julgamento, nem que o Tribunal Constitucional deva conhecer dos recursos de constitucionalidade, interpostos ao abrigo da alinea b) do n. 1 do artigo 70 da Lei n. 28/82, quanto os recorrentes não tenham suscitado a inconstitucionalidade das normas, que pretendem que ele aprecie, perante os tribunais de cujas decisões recorrem. |
| Texto Integral: |