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Cordeiro, António Manuel Rocha Menezes Da boa fé no direito civil.- 3.ª Reimpressão, Fevereiro 2007.- 1406p 24cm. - (Colecção Teses) 3.ª Reimpressão ISBN 978-972-40-1011-3 (Encad.) : €40,00 Direito Civil §1.º Introdução 1. A boa fé no Direito civil 2. A codificação portuguesa de 1966 3. Pressupostos juscientíficos 4. A boa fé na cultura jurídica actual 5. Plano da pesquisa e sua justificação I - PARTE HISTÓRICO-CRÍTICA Capítulo I - A tradição romanística Secção I - Da «fides» à diluição da «bona fides» no sistema jurídico romano §2.º «Fides» 6. Primórdios; contributo semântico; necessidade de ponderação à face de institutos concretos 7. Relações internas; a clientela; «fides»-poder e «fides»-promessa 8. Relações externas: «fides» como factor de submissão a Roma 9. Sentidos gerais de evolução; «fides» como representação disponível para cobertura de inovações jurídicas §3.º «Bonae fidei iudicia» 10. Elenco, evolução e significado 11. Regime: universalidade, inerência das excepções, compensação e outras particularidades 12. Origem e natureza 13. Apreciação crítica; «fides bona» como processo voluntário de criação do Direito §4.º Diluição da «bona fides» no sistema jurídico romano 14. «Possessio bonae fidei»: a difusão horizontal 15. «Bona fides» e «bonum et aequum» 16. «Bona fides» e «aequitas» 17. A diluição de «bona fides» na ordem jurídica romana; sua explicação; o Direito romano vulgar 18. Continuação; a retórica Secção II - Contributos canónico e germânico: a boa fé como valor e como elemento afectivo §5.º A boa fé como ausência de pecado 19. «Bona fides» canónica 20. Continuação; natureza; influência posterior §6.º A boa fé como elemento afectivo exterior 21. A boa fé germânica; origem; autonomia conceptual 22. Continuação; natureza; influência posterior Secção III - A boa fé nos primórdios da ciência jurídica europeia: subjectivação e primeira sistemática §7.º A subjectivação da boa fé 23. A boa fé através da recepção 24. Continuação; a subjectivação §8.º A boa fé e a primeira sistemática 25. Humanismo e primeira sistemática 26. O reforço da tradição romanística da bona fides; Cujacius e Donellus Capítulo II - O Jusnaturalismo §9.º A boa fé e a segunda sistemática 27. A boa fé no dealbar do jusracionalismo 28. Continuação; o pensamento de Grotius 29. A segunda sistemática; hobes e Pufendorf; o esbater da boa fé e o seu papel nos contratos; justificação provisória $10.º A boa fé na primeira codificação 30. A pré-codificação francesa 31. Continuação; alcance; a boa fé em Domat e em Pothier 32. A boa fé no Código Napoleão e na escola da exegese 33. Tentativas de superação; o fracasso da boa fé no espaço juscultural francês e seus reflexos noutras codificações; o Código de Seabra Capítulo III - Da escola histórica à situação actual Secção I - A boa fé e a terceira sistemática §11.º A boa fé na pandectística 34. A terceira sistemática 35. Savigny e a pandectística: a boa fé como referência ingénuo-antiquária §12.º A progressão periférica da boa fé 35. A normativização da boa fé subjectiva 37. O incremento da boa fé objectiva na jurisprudência comercial Secção II - A boa fé na teoria e na prática da segunda codificação §13.º A boa fé na segunda codificação 38. A boa fé no Código Civil Alemão; o seu sentido inicial 39. Entendimentos metajurídicos; o formalismo, as suas críticas e a suas sequelas 40. Entendimentos juspositivos; sua insuficiência §14.º A universalização da boa fé; o irrealismo metodológico 41. A expansão da boa fé em domínios não civis 42. O processo do Direito Civil com base na boa fé; o irrealismo metodológico II - PARTE INSTITUCIONAL Capítulo I - A boa fé subjectiva Secção I - A boa fé subjectiva e a ciência do direito §15.º Dados hermenêuticos; papel da boa fé possessória 43. Previsões juspositivas de boa fé subjectiva; primado histórico-cultural e cientívico da boa fé possessória §16.º Concepções psicológica e ética 44. A boa fé possessória; o psicologismo do art. 1260.º/1; dificuldades 45. O eticismo; sentido e limites Secção II - A funcionalidade da boa fé subjectiva §17.º A boa fé nas situações jurídicas reais 46. A boa fé na protecção possessória; a «posse vale título»; a boa fé tabular 47. A boa fé na acessão, na união e na especificação §18.º A boa fé e os factos jurídicos 48. A boa fé de terceiros, em especial na morte presumida, no poder paternal, nas associações e sociedades civis puras, na simulação e na aquisição de imóveis 49. A boa fé das partes, em especial na alienação do enriquecimento, na acção pauliana, na venda e doação de bens alheios e no casamento putativo Secção III - Conceito e aplicação da boa fé subjectiva §19.º Núcleo conceitual e suas linhas periféricas 50. A boa fé subjectiva e seus factores de concretização; o problema da tipicidade prevista Capítulo II - A boa fé como regra de conduta Secção I - «Culpa in contrahendo» §20.º A «culpa in contrahendo» na descoberta de Jhering; projecções 51. A descoberta de Jhering; projecções negociais 52. Projecções legais; a sua alternatividade aparente §21.º O papel da «culpa in contrahendo»; a remissão para a boa fé 53. Concretizações jurisprudenciais da «culpa in contrahendo»; a descontratualização da figura 54. Concepções dogmáticas novas; das relações contratuais de facto à confiança; a boa fé 55. As codificações tardias Secção II - Deveres acessórios §22.º A complexidade intra-obrigacional e a violação positiva do contrato 56. A complexidade intra-obrigacional 57. A violação positiva do contrato §23.º Alargamento e papel dos deveres acessórios 58. Concretizações jurisprudenciais; a experiência portuguesa 59. Evolução dogmática; subsistência na nulidade e protecção de terceiros 60.«Culpa post pactum finitum» Secção III - A boa fé como regra de conduta §24.º O dever de actuar segundo a boa fé 61. Reduções dogmáticas; âmbito 62. O conteúdo material; da ponderação telelógica à projecção do sistema; o controlo do teor dos contratos pelo juiz Capítulo III - O exercício inadmissivel de posições jurídicas Secção I - O abuso do direito §25.º Pressupostos dogmáticos do abuso do direito 63. A previsão legal do acto abusivo; o direito subjectivo 64. Génese; o abuso do direito como produto da jussubjectivação e da segunda sistemática §26.º A decadência do abuso do direito 65. A segunda codificação e a cientificação do abuso do direito 66. A decadência; as codificações tardias; o confirmar do abuso do direito a aspectos teoréticos 67. O art. 334.º como recepção da terceira sistemática; necessidades de uma análise prévia de actos abusivos, em tratamentos típicos Secção II - Tratamento típico de exercícios inadmissíveis §27.º A « exceptio doli» 68. Desenvolvimento e aplicação da «exceptio doli» no séc. XX 69. Dificuldades dogmáticas; a «exceptio doli» como regulação típica demasiado fluída §28.º «Venire contra factum proprium» 70. Os componentes contraditórios e a sua inadmissibilidade 71. Construções dogmáticas; apreciação; extensão excessiva da figura §29.º A inalegabilidade de nulidades formais 72. O dado jurisprudencial; necessidades de recurso à ideia de sistema móvel 73. Dificuldades juscientíficas; inaplicabilidade ao Direito português; solução alternativa §30. A «suppressio» e a «surrectio» 74. A «suppressio»; evolução jurisprudêncial; colocação doutrinária 75. Complementação da caducidade e da prescrição ou constituição de direitos incompatíveis?; a «surrectio» 76. Reformulação; o problema à face do Código Civil; o acórdão do STJ de 26 de Março de 1980 §31.º «Tu quoque» 77. Generalidades; o «tu quoque» contratual: natureza 78. Actuação de posições jurídicas indevidamente obtidas; necessidade de uma consideração integrada §32.º O desequilíbrio no exercício jurídico 79. Do exercício danoso inútil à desproporção de efeitos práticos Secção III - A boa fé no exercício inadmissível de posições jurídicas §33.º A construção do «abuso do direito» 80. Teorias internas: do abuso em sentido próprio ao axiologismo formal; crítica 81. Teorias externas: do negativismo à remissão para ordens extra-jurídicas; crítica 82. Síntese: a disfuncionalidade intra-subjectiva; o abuso do direito como aspiração cultural de integração sistemática §34.º As concretizações da inadmissibilidade do exercício 83. A concretização jurisprudêncial do «abuso do direito» 84. Âmbito, factores de disfuncionalidade e boa fé Capítulo IV - A alteração das circunstâncias Secção I - A alteração das circunstâncias no espaço jurídico português §35.º A previsão legislativa do art.º 437.º/1 e a sua inserção hitórico-cultural 85. A previsão legislativa; a alteração das circunstâncias na tradição jurídica portuguesa 86. As deslocações culturais relativas à alteração das circunstâncias nas vésperas da codificação de 1966 §36.º As concretizações do art. 437.º/1; a sua insuficiência 87. A jurisprudência anterior a 1966 e a concretização doutrinária 88. A concretização jurisprudencial Secção II - A alteração das circunstâncias e o pensamento sistemmático §37.º As dificuldades de formulação na segunda sistemática 89. A «clausula rebus sic stantibus»; derivação histórica; fracasso na segunda sistemática 90. A imprevisão; a sua não aplicação ao Direito privado §38.º Dificuldades de concretização na terceira sistemática 91. A pressuposição; sentido e apreciação 92. A «clausula rebus sic stantibus»; o seu esvaziar na terceira sistemática Secção III - Reduções dogmáticas da alteração das circunstâncias e suas aplicações §39.º Da impossibilidade alargada à inexigibilidade; a jurisprudência da revalorização 93. A impossibilidade alargada; apreciação 94. A normativa das alterações, a aplicação directa da boa fé e a excepção de ruína; a inexigibilidade; apreciação 95. A jurisprudência da revalorização; as decisões contra legem baseadas na boa fé, como exemplo em RG 28-Nov.-1923 §40.º A base do negócio 96. A formulação inicial e os seus críticos 97. A recepção nominal na jurisprudência; o reagrupamento em base do negócio objectiva e subjectiva; a base do negócio como fórmula vazia §41.º Tendências evolutivas posteriores; sua insatisfatoriedade 98. Reduções dogmáticas externas; teoria do risco e protecção da confinaça 99. Continuação; a interpretação contratual complementadora 100. Reduções dogmáticas internas; da depuração à desarticulação da chamada base do negócio §42.º As soluções efectivas e a necessidade de uma sistemática nova 101. A fuga para a equidade na jurisprudência e nas codificações tardias 102. Alteração das circunstâncias e quebras intra-sistemáticas; a boa fé III - PARTE SISTEMÁTICA Capítulo I - A boa fé no pensamento jurídico Secção I - Apreensões empíricas da boa fé §43.º Concepções empíricas da boa fé 103. Generalidades; o empirismo periférico 104. O empirismo funcional §44.º Concepções tópicas 105. A tópica moderna 106. Apreciação 107. Perspectivas; tópica e boa fé Secção II - Entendimentos teoréticos da boa fé §45.º Concepções metajurídicas 108. A boa fé como referência ética; Moral e Direito; Direito natural 109. Apreciação; a boa fé como realidade jurídica §46.º Concepções dogmáticas 110. Conceitos indeterminados, cláusulas gerais, tipos e padrões jurídicos 111. Articulação com a boa fé; necessidade de complementação material Capítulo II - Redução dogmática da boa fé Secção I - Delimitação negativa §47.º Boa fé, equidade, bons costumes e ordem pública 112. Generalidades; a equidade 113. Bons costumes e ordem pública §48.º Boa fé, culpa, diligência e função social e económica 114. Culpa e diligência 115. Função social e económica Secção II - Delimitação positiva §49.º O princípio da confiança 116. A doutrina da confiança; evolução 117. Parâmetros da confiança e seu funcionamento como princípio §50.º O princípio da materialidade da regulação jurídica 118. Da materialidade das situações jurídicas à substancialidade do sistema §51.º A boa fé e o sistema jurídico 119. A reformulação da ideia de sistema e a boa fé 120. Da boa fé aos vectores sistemáticos materias e destes à boa fé |