Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD302
AMARAL, Sandra Núria Basto Perez do
O papel dos Serviços de Informações no combate ao ciberterrorismo [Documento electrónico] : o caso português / Sandra Núria Basto Perez do Amaral.- Lisboa : [s.n.], 2014.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação para obtenção do grau de Mestre em Guerra da Informação, submetida ao Departamento de Estudos Pós-graduados da Academia Militar, tendo como orientador Proença Garcia e co-orientador Fernando Freire. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,40 MB em formato PDF (127 p.).


CIBERTERRORISMO, SERVIÇO DE INFORMAÇÕES, ANÁLISE CRIMINAL, INFORMAÇÃO CRIMINAL, SEGURANÇA INTERNACIONAL, PREVENÇÃO CRIMINAL, TESE, PORTUGAL

Quase sem nos apercebermos, a nossa vida em sociedade foi-se transferindo para um novo domínio, o ciberespaço, para onde também migraram todas essas estruturas que suportam o normal funcionamento dos Estados. À conta de um simples clique, deparam-se-nos facilidades e rapidez na resolução de situações e problemas do nosso quotidiano e no acesso à informação e ao conhecimento, abrindo-se novas oportunidades para o estabelecimento de novas relações interpessoais e de negócios. Estas facilidades e oportunidades que o ciberespaço proporciona, não distinguindo quem a ele acede, trouxeram infelizmente consigo riscos que comprometem não apenas a segurança de pessoas e bens, a economia dos países mas, por vezes, até as próprias seguranças nacional e internacional. São eles os cibercriminosos, os ciberterroristas, os ciberespiões, os ciberativistas e outros que utilizam igualmente o espaço cibernético para a prática de actos ilícitos e crimes. De entre todos, os ciberterroristas, pela sua conotação com a violência, com as suas gravosas consequências e com os sentimentos de medo e de angústia que se criam e que caracterizam os actos terroristas, são os que mais têm vindo a preocupar os Estados, levando a que estes tenham definido ou procurem definir as suas políticas estratégicas de cibersegurança, visando a prevenção e o combate ao ciberterrorismo e, bem assim, de outros ataques e crimes cibernéticos. Portugal encontra-se em fase de aprovação da sua Estratégia Nacional de Cibersegurança. Não revelando-se fácil a destrinça nos crimes praticados por terroristas no ciberespaço, como sendo um de ciberterrorismo ou apenas de um cibercrime, um papel importante na sua detecção / prevenção cabe à intelligence, ou seja, aos Serviços de Informações, uma estrutura que dispondo de competências, aptidões e de know how específicos, sabe que para se derrotar o inimigo há que primeiramente conhecê-lo e vigiar de perto os seus movimentos.