Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD313
MONTENEGRO, Raquel Wilson Tavares
Influência dos mass media no medo do terrorismo [Documento electrónico] : um estudo qualitativo / Raquel Wilson Tavares Montenegro.- Porto : [s.n.], 2019.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação para a obtenção do grau de Mestre, apresentada à Faculdade de Direito da Universidade do Porto, tendo como orientadora Inês Maria Ermida de Sousa Guedes. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 811 KB em formato PDF (ix, 110 p.).


MEDO DO CRIME, TERRORISMO, MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS, TESE, PORTUGAL

A presente investigação teve como objetivo aprofundar o conhecimento acerca do sentimento de insegurança em relação ao terrorismo e a influência dos mass media nesse sentimento. Para tal, foi feita uma análise da controversa definição do terrorismo, que historicamente não pode ser considerado como um fenómeno “novo” que assombra a modernidade tardia, mas que se tem alterado ao longo do tempo (Garrisson 2010). Existe muita discussão na literatura científica sobre a definição do medo face ao terrorismo, pelo que este tema se mostra de relevância social e científica. Neste trabalho, através do recurso à metodologia qualitativa, foram ouvidos indivíduos selecionados de acordo com uma estratégia de amostragem por conveniência, o que resultou num total de vinte entrevistas. Foram estabelecidas dimensões que nortearam a construção do instrumento de recolha dos dados, e os resultados apontam especialmente para o impacto dos mass media nas perceções dos entrevistados quanto à insegurança em geral, e ao terrorismo em particular. Os resultados desta investigação revelam que as imagens utlizadas pelos media influenciam o sentimento de insegurança e os comportamentos de segurança adotados para se evitar a vitimação, seja pelo crime comum, seja pelo terrorismo. Ressalta ainda dos resultados, a intrincada relação género-medo do crime, pois esta investigação revelou que para as mulheres o medo do crime é em concreto, o medo de virem a ser vítimas de uma violação, indo assim ao encontro da difundida teoria “Shadow of the sexual assault” (Ferraro, 1996).