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| GASPAR, Inês Lopes Delinquência juvenil [Documento electrónico] : crianças e jovens expostos à violência entre ascendentes / Inês Lopes Gaspar.- Lisboa : [s.n.], 2020.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação apresentada ao Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna como exigência parcial para a obtenção do grau de mestre em Criminologia e Investigação Criminal, elaborada sob a orientação Nuno Caetano Lopes de Barros Poiares. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,48 MB em formato PDF (202 p.). DELINQUÊNCIA JUVENIL, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, TESE, PORTUGAL O propósito central da presente investigação prende-se com o vínculo de causalidade entre a violência doméstica e a delinquência juvenil. A delinquência juvenil – caracterizada por comportamentos desviantes praticados por jovens e cujos crimes são previstos na Lei Penal; e a violência doméstica, caracterizada por qualquer ato ou conduta que inflija, intensa e repetidamente, dores físicas, sexuais, mentais e económicas, de forma direta ou indireta, a quem habite no mesmo agregado doméstico privado, são dois temas emergentes que adquiriram cada vez mais importância nas últimas décadas, notáveis nas reflexões científicas e políticas em todo o mundo. Uma vez que objetivo principal é compreender se a violência doméstica potencia a prática de atividades ilícitas por parte de crianças e jovens, foi conduzido um estudo suportado por análise documental e entrevistas a técnicos de apoio à vítima, de forma a dar resposta à seguinte pergunta: a exposição à violência doméstica específica entre ascendentes pode potenciar a prática de comportamentos desviantes em crianças e jovens? Através da presente investigação foi possível constatar que existe um nexo de causalidade entre a violência doméstica e a delinquência juvenil. Assistir a episódios de violência doméstica pode potenciar a prática de comportamentos delinquentes por parte de crianças e jovens. No entanto, quando ocorre violência entre ascendentes, as crianças e jovens estão perante dois papéis distintos – o de vítima e o de agressor, o que significa que é possível que seja replicado qualquer um destes dois papéis, e não necessariamente o de agressor. |